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A formação e desenvolvimento da Marinha Grande está intimamente ligada à indústria do vidro, que aqui encontrou condições favoráveis ao seu estabelecimento. De facto, a frase tão ouvida há algumas décadas: “ Quem não sopra, já soprou “, reflecte de forma elucidativa a forte ligação desta população à indústria vidreira.
 Foto Miguel Gril
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da indústria do vidro e antigo centro nevrálgico da Marinha Grande, a
Fábrica Escola Irmãos Stephens, desempenhou um papel extremamente
importante no seio da comunidade marinhense, não somente em termos
económicos, como também sociais e culturais.
Daí que a indústria
vidreira, a figura do vidreiro e a personalidade dos Irmãos Stephens,
se constituam como um marco de elevada importância na história desta
freguesia, na medida em que para além de fazerem parte da memória
colectiva dos marinhenses, também se apresentam como uma referência
identitária. |
Terra de gente associativa, o concelho tem sido ao longo dos tempos uma espécie de El Dorado, a avaliar pelo elevado número de pessoas que para aqui migram.
Actualmente, a Marinha Grande é um importante e dinâmico pólo industrial. A indústria transformadora é o principal sector de actividade económica, apresentando a estrutura do sector industrial uma significativa concentração em torno de três sectores: vidro, produtos metálicos/moldes e plásticos.
Ao
título de “ capital do vidro” que ostenta acresce, ainda, o
reconhecimento desta freguesia enquanto “capital dos moldes”. Na
verdade, foi este sector industrial que permitiu à Marinha Grande fazer
frente à crise instalada na indústria tradicional – a vidreira -,
melhorando a situação económica local e elevando esta cidade na escala
social.
Embora
já não sobreviva predominantemente da actividade vidreira porque outros
sectores de actividade económica foram emergindo e adquirindo a sua
importância no contexto da economia local, ela é e será sempre
reconhecida como a capital do vidro.
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Foto Hugo Freitas
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Mas a importância da Marinha Grande não assenta única e exclusivamente ao nível da sua economia local, mas também ao nível das riquezas naturais de que dispõe, do património arquitectónico e histórico que possui e que são meritórios de especial atenção.
 Foto Carlos Brás
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dignos, pois, de especial enfoque alguns equipamentos de âmbito
cultural e espaços que, pelas suas características, são elementos
definidores da história local.
É
o caso do Museu do Vidro, Museu Joaquim Correia, Museu da Fábrica de
Vidros Santos Barosa, a Praça Guilherme Stephens, o Parque do Engenho,
a Mata Nacional – que ocupa a maior parte da superfície do concelho –
não podendo contudo esquecer as praias existentes na orla do Pinhal do
Rei |
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