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 . Ponto de Vigia da Crastinha mandado construir no século XIX
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Ponto de Vigia da Crastinha mandado construir no século XIX

“Os pontos de vigia do pinhal de Leiria são quatro olhos vigilantes...”  Pinto  A. A., 1938.

O  ponto de vigia da Crastinha foi mandado construir pelo ilustre silvicultor Bernardino Barros Gomes no séc. XIX, juntamente com o ponto do Facho. Com uma estrutura inicial de madeira (de duração limitada), a sua construção foi sendo progressivamente alterada, o que levou à sua substituição por armações de ferro.

Em 1936, através de um projecto elaborado pelo silvicultor Mário Amaro dos Santos Galo, são substituídas as armações de ferro por cimento armado.

A fiscalização dos focos incendiários era efectuada pelos jornaleiros que viviam durante toda a época de defeso (Maio a Outubro), numa casa anexa, situada junto ao ponto de vigia. Sem direito a prémios, mas sujeitos a castigos, estes trabalhadores, ocupavam o seu período de descanso fabricando colheres e garfos de madeira de urze.

Os incêndios são o maior inimigo do pinhal e nem sempre as medidas de prevenção e de combate se revelam suficientes no combate a esse flagelo que são os fogos florestais.

Existem espalhados pela mata vários pontos de vigia que ao longo de vidas, foram o único recurso de prevenção aos fogos, equipados desde 1887, somente com uma luneta giratória e um telefone. Hoje em dia, três destes postos de vigia, são activados no período estival e comunicam via rádio.

Do ponto de vista natural, as dunas longitudinais entre o cordão natural e o mar, foram sujeitas às primeiras tentativas de fixação das areias (no início do Séc. XIX), através de um processo apelidado localmente por Crastas.

( deve seguir no sentido norte e virar no 3º cruzamento à direita, são cerca de 10 km - em caso de dúvida consulte o mapa do pinhal)